12 de novembro de 2025 · 5 min de lectura
Painéis solares no condomínio: como se aprova e como se reparte
A cobertura do vosso edifício é provavelmente um ativo desaproveitado. O autoconsumo partilhado já é rentável — e a lei facilita-o.
Que maioria é necessária
- Para instalação destinada às zonas comuns: maioria simples.
- Para autoconsumo partilhado das frações (cada participante beneficia na sua fatura): basta um terço dos proprietários e permilagens — quem aprova paga e beneficia; os restantes podem juntar-se depois pagando a sua parte atualizada.
Os números indicativos
Uma instalação para zonas comuns mais 8–12 frações participantes ronda os 8.000–20.000 € antes de apoios. Com subsídios (30–50% habituais) e deduções, o retorno típico fica em 4–7 anos, com mais de 25 de vida útil.
Como se reparte a energia
Por coeficientes de repartição acordados (não têm de coincidir com os de propriedade) e comunicados ao distribuidor. Cada participante vê a sua parte descontada na fatura.
Os passos
- Estudo prévio (muitas instaladoras fazem-no gratuitamente): orientação, sombras, consumo.
- Dois ou três orçamentos comparáveis, com a tramitação dos apoios incluída.
- Deliberação em assembleia com a repartição clara em ata.
- Instalação (uma a duas semanas) e legalização.
O conselho
Comece pelas zonas comuns se a assembleia estiver fria: a fatura do elevador a descer 60% convence mais do que qualquer apresentação.
Pare de ler sobre gestão. Experimente.
Entre num condomínio de exemplo com tudo a funcionar e experimente você mesmo.