9 de setembro de 2025 · 3 min de lectura
Quando quem faz barulho é o condomínio: elevadores, bombas e videoporteiros que não deixam dormir
Nem sempre o barulhento é um vizinho: às vezes é o motor do elevador colado a um quarto, a bomba de água às 3 da manhã ou a garagem que retumba.
O enquadramento: aqui o responsável é o condomínio
As instalações comuns têm de cumprir os limites de incomodidade sonora nas habitações (regulamentação do ruído estatal e regional e os requisitos acústicos dos edifícios): à noite, nos quartos, os limites são apertados (indicativamente 25–30 dBA consoante a norma aplicável). O condómino afetado por uma instalação comum tem o direito de exigir a sua correção AO CONDOMÍNIO.
O processo sensato
- Levá-lo a sério à primeira: o ruído noturno de maquinaria degrada a saúde — e em tribunal, pagam-no todos com juros.
- Medição objetiva: sonometria (empresas de acústica, 300–600 €) que diga quanto, quando e que máquina. Sem dados só há fações.
- Correção técnica na origem: maciços antivibratórios (bombas, motor do elevador), silent blocks, arranques progressivos, isolamento da casa das máquinas. Muitas soluções são surpreendentemente acessíveis (centenas, não milhares).
- Verificação com uma segunda medição e processo encerrado.
O clássico moderno: o elevador "renovado" que agora se ouve
As modernizações trocam máquinas e às vezes agravam as vibrações: a garantia do instalador cobre o ajuste — reclamar em garantia e por escrito.
Se o condomínio resistir
O afetado ganha estes casos com a medição na mão (ação de cessação ou indemnização). A assembleia que vota "aguentar" está a votar pagar mais tarde. A regra de um condomínio decente: o descanso de um vizinho não se submete a votação.
Pare de ler sobre gestão. Experimente.
Entre num condomínio de exemplo com tudo a funcionar e experimente você mesmo.