24 de março de 2024 · 3 min de leitura
Transparência: o antídoto de todas as zangas de condomínio
Se fosse preciso escolher UMA política para transformar um condomínio conflituoso, seria esta: que tudo se possa ver.
A mecânica da desconfiança
A opacidade não gera corrupção (quase nunca a há): gera suspeita, que é igualmente tóxica. O condómino que não vê as contas preenche o vazio com imaginação — e a imaginação vizinha é barroca: «alguma coisa leva», «isso nunca custou tanto», «vai-se lá saber o que faz com o dinheiro».
O que muda quando tudo está à vista
- Os incumprimentos descem: pagar é mais automático quando vês que todos pagam e para onde vai.
- As assembleias encurtam: metade de cada assembleia longa é gente a pedir informação que devia ter tido antes.
- O cargo desdramatiza-se: presidir com testemunhas é mais fácil do que presidir sob suspeita. E aparecem substitutos: ninguém teme herdar caixas negras.
- As decisões melhoram: discute-se sobre dados, não sobre narrativas.
Transparência prática (não teatral)
Não é distribuir 200 fotocópias: é qualquer condómino poder consultar quando quiser — contas em dia, atas, despesas com a respetiva fatura, estado da sua quota e das quotas extraordinárias. Autosserviço, não interrogatório.
O único «custo»
Exige ordem a sério (não se pode mostrar o que não existe) e aceitar perguntas. Mas as perguntas com dados à frente são curtas; as perguntas sem dados são assembleias eternas. A transparência não é uma virtude moral: é a ferramenta de gestão mais rentável que existe.
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Pare de ler sobre gestão. Experimente.
Entre num condomínio de exemplo com tudo a funcionar e experimente você mesmo.