23 de dezembro de 2024 · 4 min de lectura
O vosso condomínio não tem conta nem fundo: por onde começar
Há milhares de edifícios pequenos onde nunca existiu condomínio formal: paga-se a luz a meias, arranja-se quando rebenta, e nada por escrito. Funciona — até deixar de funcionar.
Porquê formalizar-se
Porque a primeira obra a sério (telhado, fachada, inspeção técnica) é impossível de gerir sem condomínio: não há conta onde juntar o dinheiro, nem forma de obrigar quem não quer pagar, nem seguro que responda.
Os passos, por ordem
- Assembleia constitutiva: convoquem todos os proprietários, nomeiem administrador e secretário, e lavrem ata de constituição.
- Número fiscal: com essa ata, peçam-no na autoridade tributária.
- Conta bancária em nome do condomínio.
- Orçamento mínimo e quota: por pequena que seja, uma quota mensal regular cria o hábito e o fundo.
- Seguro do edifício.
É preciso notário ou registo?
Não. O condomínio existe por lei desde a propriedade horizontal; constituir os seus órgãos é uma diligência interna documentada em ata.
O hábito é o que importa
Mais do que a papelada, o que muda um edifício é a rotina: quota mensal, contas visíveis, uma assembleia por ano e tudo por escrito. Com isso, o edifício "que nunca funcionou" funciona.
Pare de ler sobre gestão. Experimente.
Entre num condomínio de exemplo com tudo a funcionar e experimente você mesmo.