22 de junho de 2024 · 3 min de lectura
Prevenir a dívida: o sistema que a corta antes de existir
Cobrar dívidas funciona (contamo-lo noutro guia). Mas melhor do que cobrar bem é ter pouco a cobrar.
Como nasce um devedor crónico
Quase nunca por maldade: um débito devolvido que ninguém segue → um segundo mês de "depois pago tudo junto" → um terceiro com vergonha de perguntar quanto já vai → um sexto em que o valor já assusta e se instala a evitação. A dívida cresce no silêncio.
O sistema preventivo (tudo automático ou quase)
- Emissão pontual e regular: a quota que chega no mesmo dia todos os meses paga-se como a luz. A que chega "quando o administrador pode", não.
- Visibilidade imediata: cada condómino vê a sua situação no momento. Sem cartas anuais surpresa.
- Reação em sete dias ao primeiro incumprimento: mensagem simpática, automática de facto. Não é pressão: é impedir que o silêncio se instale.
- Facilidades cedo: ao segundo mês, propor espontaneamente fracionar. O solavanco existe; que não se torne cratera.
- Tratamento igual para todos: a dívida floresce onde há favoritismos ("a ele não lhe dizem nada").
O indicador a vigiar
Não o total em dívida: a antiguidade da dívida mais antiga. Trinta dias é gestão normal; noventa, um aviso; cento e oitenta, um falhanço do sistema (não do vizinho).
O resultado esperável
Os condomínios com este sistema convivem com incumprimentos pontuais de 2–5% que se resolvem sozinhos — e não conhecem o devedor de três anos. A diferença não é a sorte com os vizinhos: é que aqui o silêncio nunca dura seis meses.
Pare de ler sobre gestão. Experimente.
Entre num condomínio de exemplo com tudo a funcionar e experimente você mesmo.